sexta-feira, 15 de maio de 2009

TWIN ZERO - The Tomb To Every Hope


"When a band's talent pool contains a founding member who composes 30-minute sonic soundscapes with two drummers and a similarly talented frontman, something large inevitably looms around the corner…'The Tomb To Every Hope' is another vast, imaginative venture that sees composer-in-chief Reuben Gotto avoid Twin Zero becoming simply longer and louder than everyone else. Karl Middleton unleashes his full vocal range, allowing him to inject further melody and subtlety into the mix and what allows them to stand out is their desire to create something fresh, new and different.”

In “ KERRANG!” (4/5)

Current line-up:

Karl Middleton - Vocals
Reuben Gotto - Guitar
Bing Garcia - Guitar
Dylan Griffiths - Bass Guitar
Dave Cheeseman - Keyboards
Paul Jackson - Drums
Ben Calvert - Drums

"The Tomb To Every Hope"(2006)



01 Fading Pulse
02 Home
03 Outstayed
04 Acceptance of the End
05 Light Our Way Back
06 The Tomb to Every Hope
07 Static Reigns I
08 Static Reigns II
09 Blood Red Sun
10 Retreat

terça-feira, 12 de maio de 2009

Rock Like an Animal Fest 09

Irá decorrer nos próximos dias 3 e 4 de Julho na Junta de Freguesia de Panoias em Braga, a primeira edição do Rock Like an Animal Fest 09. Este evento de beneficiência destina-se à angariação de fundos para a ABRA (Associação Bracarense Amigos dos Animais) e está a ser organizado em parceria com a promotora Rosavelho. As bandas confirmadas até ao momento são:

3 de Julho

FOR THE GLORY
CIVIC
HAVEN DENIED
DECAY
LOSS SPECTRA OF PURE

4 de Julho

HOLOCAUSTO CANIBAL
SHADOWSPHERE
DAEMOGORGON
COLDFEAR
INSANUS

Mais informações aqui brevemente e em www.myspace.com/rosavelho

domingo, 10 de maio de 2009

ZODIAK - Sermons


Já alguma vez sonharam como seria se os Isis se juntassem aos Tool para uma jam session? Pois bem, isto então é para vocês. Zodiak, fixem este nome porque não vão conseguir desgrudar deste álbum por muito tempo.

“Sermons” proporciona alguns dos melhores ambientes progressivos que já ouvi misturando-os com a grandiosidade sónica do sludge, numa espécie de possessão demoníaca, na qual se sente uma árida brisa de devastação pós-apocalíptica. De facto, há na audição destes temas qualquer coisa de cortante, indescritível, talvez pelos mesmos não se alongarem eternamente (como se torna cliché dentro género) mas antes serem uma espécie de rápidas sucessões de camadas de sons que se vão substituindo para dar lugar a outras melodias. E depois existe ainda aquela reminiscência floydiana, sempre presente, a conferir carácter e requinte a estas composições, a dançar entre o cataclismo expansivo das guitarras distorcidas. 

Música assim não se faz com músicos inexperientes. Zodiak junta num só nome membros da elite mais underground de Filadélfia (Balboa, Javelina) e para quem se encontra familiarizado é fácil perceber o contributo vocal de Mike Armine (Rosetta) logo no tema de abertura contrapondo o de Christian McKenna (Slacks) em registo limpo numa combinação soberba.

Magnífico, viciante, progressivo, hipnotizante, catártico, “Sermons” recomenda-se a ouvidos sedentos de beleza em forma etérea e aprecia-se melhor de olhos fechados. Apaguem as luzes e acendam o incenso. Onde quer que estejam vão começar a levitar.

"Sermons"(2008)



1 Excavate
2 Sermons
3 Etc.
4 Wouldn't Wait
5 Their God Reigns
6 Zeros and Ones
7 Outlined
8 Untitled

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GIFTS FROM ENOLA - Loyal Eyes Betrayed The Mind



Os Gift From Enola são uma banda de post-rock originária da Virgínia, Estados Unidos da América. Para quem anda por dentro deste género musical deverá bastar referir que “Loyal Eyes Betrayed The Mind” (primeiro lançamento da banda) foi disco do mês de Setembro, de 2006, no Silent Ballet, para a banda suscitar interesse.


Três anos se passaram desde o primeiro álbum da banda e o novo álbum já tem nome e data marcada. Chamar-se-á “From Fathoms” e sai a 9 de Junho pela The Mylene Sheath. Enquanto o novo álbum não sai (que é como quem diz, não aparece por aí :D) decidi trazer-vos o primeiro álbum da banda.


“Loyal Eyes Betrayed the Mind”, na minha opinião, foi um dos melhores discos de post-rock de 2006, mas neste cada vez mais sobrepovoado género musical é uma pena que obras-primas como esta passem despercebidas. Os Gift From Enola não são das bandas mais conhecidas dentro do post-rock, mas como tudo o que é underground sabe por vezes melhor, este álbum não desilude os fãs do género. Detentores de uma sonoridade muito própria, estes americanos conseguem fugir aquilo que já se faz ou foi criado. Oscilando entre melodias e distorções a sua música pode traduzir-se num aflorar de emoções como é próprio do género, mas saborear esse momento de uma maneira diferente é algo inacreditável e único.


 Ouçam lá isto e depois digam o que acharam ;)

"Loyal Eyes Betrayed The Mind" (2006)

1. Behind Curtains Closing
2. Early Morning Ambulance
3. City Lights Scraped The Sky
4. In The Company Of Others
5. With The Tides In Hindsight
6. Miles Of White
7. We Watched Them Lose Our Minds
8. Screaming At Anything That Moved
9. Memoranda

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sábado, 9 de maio de 2009

ANTIMATTER - Live@An Club


O mais recente registo oficial captado ao vivo de Antimatter incluí a participação de Daniel Cavanagh, aliciante suficiente para uma audição atenta. Um bom álbum pensado principalmente para os aficcionados  pelas composições e interpretações do senhor Moss.

Press Release:

''Perfectly capturing the mood of a modern day acoustic Antimatter concert,'Live@An Club' picks up where 2003's 'Live@K13' left off. In keeping with recent Antimatter album's shift from ethereal mood music to gruff acoustic rock, 'An Club' also makes a similar transition away from it's more sensitive sister album ''K13'' without losing an ounce of emotion.
Featuring performances of many of the audience-favoured covers from this period, including fellow Liverpool classics 'The Power Of Love' and John Lennon's 'Working Class Hero', as well as stand out Antimatter tracks including astripped-naked version of the harrowing breakthrough track 'Leaving Eden'.
Mick Moss's guttural, soulful vocals work best in a live setting, and returning is Anathema's Daniel Cavanagh.
'Live@An Club' is a must for fans seeking to recapture the mood of an Antimatter concert, and for lovers of timeless acoustic music.''

"Live@An Club"




1 Over Your Shoulder
2 Black Sun
3 In Stone
4 Working Class Hero
5 Leaving Eden
6 Hope
7 Saviour
8 Legions
9 The Power Of Love

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quinta-feira, 7 de maio de 2009

Palavras para quê?



Anathema - Oblique Rain - Leafblade @ Teatro Sá da Bandeira, Porto - 6 de Maio de 2009


Mais uma excelente noite que se viveu no passado dia 6 de Maio, no Teatro Sá da Bandeira no Porto, com a presença dos britânicos Anathema e Leafblade, e ainda dos portugueses Oblique Rain. Um concerto com o selo “Prime Artists” e por isso, um concerto de qualidade como a promotora nos habituou ao longo destes anos.

Com a sala ainda despida foram os Leafblade a abrir as hostes um pouco antes das 21:00 horas. O projecto acústico de Sean Jude e Danny Cavanagh não é mau e é certamente uma banda para conhecer melhor. Os Leafblade fizeram o que se pedia a uma banda de abertura e deixaram boa impressão. Sendo estes senhores os primeiros a tocar tiveram a função de aquecer o ambiente mas este ainda se encontrava “morno”.

Por volta das 21:30 foi a vez dos Oblique Rain subirem ao palco. Este colectivo da “invicta” já tem seguidores suficientes e já deu provas da sua qualidade musical que é inegável. Perante uma plateia já composta descarregaram temas do álbum “Isohyet” e do álbum que se avizinha “October Dawn”. Os Oblique Rain conseguiram aquecer a plateia para o grande e esperado momento que se avizinhava. Destaque para o tema “Nothing´s Silence” talvez por ter sido o ponto alto da actuação destes portuenses. Uma banda que já tem os seus seguidores e que conseguiu surpreender pela positiva os amantes do metal progressivo. Bom concerto e merecidamente aplaudidos.

Já passava das 22:20 quando, com a sala bem composta, se começou a ouvir a voz do ” frontman” dos Anathema. Ainda no backstage Vincent Cavanagh começou por saudar a plateia dizendo que estava feliz por estar de volta a Espanha, algo que surpreendeu os presentes durante pouco tempo pois logo de seguida disse para não se preocuparem pois sabia exactamente onde estava. Afinal já lá vão alguns concertos por terras lusas. Deu-se então a entrada dos 5 elementos em palco. Bem-dispostos e animados abriram o concerto com “Deep”. Tanto Vincent como Danny têm a capacidade de conseguirem puxar pelo público de uma forma extraordinária e como é próprio do público nacional este não só correspondeu como deu tudo o que tinha para dar. Seguiram-se temas como “Closer”, “Pressure”, “Angels Walk Among Us”, “Inner Silence”, “A Simple Mistake”, “Panic, “Lost Control”, “ Flying”, “Are you There?”, “One Last Goodbye”, “Angelica”, “Fragile Dreams” entre outros grandes êxitos, faltando “A Natural Disaster”, "Pulled Under at 2000 Meters a Second” e “Dying Wish” para a setlist ter sido perfeita. Todos os temas mereciam uma review, pois todos eles tiveram momentos únicos que foram vividos com grande intensidade. A atmosfera criada pelo já mítico Teatro Sá da Bandeira (que maravilhou o Vincent, chegando este a pedir que acendessem as luzes da sala de modo poder apreciar a sua beleza) e a relação e empatia público/músicos foi avassaladora. Isto deveu-se ao facto de não existirem grades o que permitiu uma aproximação muito maior das primeiras filas com a banda. Mas o que importa sempre é a qualidade do som e quanto a isso não há criticas a apontar. O som estava bom. Todos os instrumentos estavam audíveis sem se abafarem uns aos outros nem se sobreporem aos vocais. Em suma foi um excelente concerto…um dos melhores que o Sá da Bandeira já recebeu.

Venham mais noites assim :D

quarta-feira, 6 de maio de 2009

BLINDEAD - Impulse


Se ainda existem bandas capazes de surpreender Blindead é certamente uma delas. O colectivo polaco formado em 1999 e liderado por Havoc, ex-guitarrista de Behemoth, regressa este ano aos registos, ainda que em formato de EP, com 3 temas absolutamente estonteantes, muito mais atmosféricos e experimentais no post-metal/sludge a que se dedicam.

“Impulse” ronda os 30 minutos e oferece-nos momentos de grandeza, isto porque as subtilezas que o compõem: a cadência doom, os vocais ora mais guturais ora mais gritados, as anotações mais noise/industrial ou a deliciosa voz feminina em "Distant Earths" demonstram uma banda que não se cinge a caminhos já trilhados.

Para os mais distraídos, Blindead já andou em tour com The Ocean, foi banda de suporte em dois concertos de Cult Of Luna mas também de Neurosis e A Storm Of Light, sendo que, actualmente, se preparam para uma tour europeia com Rosetta e City Of Ships.
Tudo isto para vos dizer apenas que este não é mais um nome dentro destas aventuras, pois certamente que este pequeno EP irá fazer frente a muitos outros registos do género este ano. Não percam isto por nada!



"Impulse"(EP-2009)




1-Impulse
2-Between
3-Distant Earths

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

TOMBS - Winter Hours


Para quem percebe destas andanças chegava dizer que esta banda é a mais recente aquisição da Relapse Records.
Em “Winter Hours”, o que este trio nova-iorquino formado por Mike Hill, Justin Ennis e Carson Daniel James nos apresenta é uma perturbadora viagem musical pelos cantos mais recônditos de estilos como o black metal, o hardcore, o shoegaze, o sludge ou até mesmo o industrial. É neste caos aparente que Tombs ganha identidade e conquista o seu merecido espaço. Um nome a ter em conta no futuro das novas orientações sonoras mais extremas (quer se goste quer não se goste)!






"Winter Hours"(2009)



1 Gossamer
2 Golden Eyes
3 Beneath The Toxic Jungle
4 The Great Silence
5 Story Of A Room
6 The Divide
7 Merrimack
8 Filled With Secrets
9 Seven Stars The Angel Of Death
10 Old Dominion

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domingo, 3 de maio de 2009

ALTAR OF PLAGUES - White Tomb


O que este trio irlandês nos apresenta não anda longe das mais recentes tendências da “nova vaga de black metal” encabeçada por nomes como Wolves In The Throne Room ou Agalloch
“White Tomb” é o nome do seu primeiro registo de longa-duração que, nos seus quatro temas apenas, nos oferece momentos dicotómicos bem trabalhados e que oscilam entre propensões mais ambientais, de toada quer doom quer post-rock e alguns apontamentos de sludge. Se, por si só, isto basta para que o som não caia na habitual monotonia característica de bandas do género mais puristas, acrescentem-se as variações de registo vocal que se vai metamorfoseando de acordo com estas passagens e o interesse aumenta consideravelmente. 

“(...)bouts of furious, anguished black metal interspersed with epic, Isis-like work-outs in slow-burning tension(…)”

"White Tomb" is a thrilling work, and one of the most promising debuts since "Diadem of 12 stars"


In: Terrorizer magazine #182



"White Tomb"(2009)



1 Earth: As A Womb
2 Earth: As A Furnace
3 Through The Collapse: Watchers Restrained
4 Through The Collapse: Gentian Truth

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sábado, 2 de maio de 2009

Quantidade V.S. Qualidade


"O cartaz do Festival Ilha do Ermal terá " 45 bandas (15 por dia) no mínimo ", revelou a organização do evento."

in Blitz.

Consigo entender a necessidade das promotoras nacionais apostarem, não só, em grandes nomes mas também na sua quantidade por forma a conseguirem cartazes cada vez mais apelativos. No entanto, mais bandas por dia é sinónimo de menos tempo de actuação e o que se ganha em quantidade, perde-se em tempo de palco com bandas reduzidas a 45 minutos de actuação (em média). Penso que agora, mais do que nunca, a prestação de uma banda nunca dependeu tanto da intensidade do seu concerto. E se isso se cumprir, quem ganha é o público.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

E começou a ventania!



Hoje é a data de lançamento oficial do novo registo de Mean Eater intitulado "Vendaval" e começa também a sua tour de divulgação deste seu segundo trabalho. Mais informações e alguns novos temas no myspace da banda.

GIANT SQUID



“I defy you to tell me when you last heard a mariachi trumpet solo glide over a sludge riff(…)”

Fred Bevan, in “The Silent Ballet”


Falar do som criado por estes senhores e senhora é um mergulho bem fundo num oceano de interposições.

“Metridium Fields” trouxe-nos uma banda despida de limitações, experimental, inovadora mas ainda assim reminiscente a outros nomes, no qual o espanto deriva de tantas mudanças de direcção consecutivas, conduzidas de forma tão natural como se de um simples passeio por diferentes cenários se tratasse. “Ampullae of Lorenzini” ou “Revolution in the Water” são autênticos clímaxes musicais nos quais se denota grande capacidade compositora de estruturas complexas, dissecadas em minutos de pura música tão bem cadenciada que nos faz esquecer de onde viemos e ficar sem saber para onde vamos.
“The Ichthyologist” é conceptual e tematicamente profundo. Com laivos de uma dureza mais crua e vocalizações deliciosas pela sua variedade, conquista momentos de estranha beleza. Não é um álbum que pretenda ser fácil ou dar-se a conhecer à primeira audição. Mas o encantamento da descoberta da sua essência compensará o esforço de quem dedique tempo a estudá-lo.

Esqueçam categorizações porque vão-se perder a meio do percurso da vossa tentativa. Será talvez mais fácil dizer que algo que soa a tanto tudo junto, no fim, é mesmo só Giant Squid.



Giant Squid - "Metridium Fields"(2006)




1 Megaptera in the Delta
2 Neonate
3 Versus the Siren
4 Ampullae of Lorenzini
5 Summit
6 Eating Machine
7 Revolution in the Water
8 Metridium Field

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Giant Squid - "The Ichthyologist"(2009)



1 Panthalassa (Lampetra Tridentata)
2 La Brea Tar Pits (Pseudomonas Putida)
3 Sutterville (Vibrio Cholerae)
4 Dead Man Slough (Pacifastacus Leniusculus)
5 Throwing A Donner Party At Sea (Physeter Catodon)
6 Sevengill (Notorynchus Cepedianus)
7 Mormon Island (Alluvial Au)
8 Blue Linckia (Linckia Laevigata)
9 Emerald Bay (Prionace Glauca)
10 Rubicon Wall (Acipenser Transmontanus)

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