quarta-feira, 18 de novembro de 2009
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
KATATONIA - Night Is The New Day
Formados em 1991, os Katatonia, são uma banda sueca de doom metal, que não deve ser desconhecida pelos visitantes deste blog, muito menos por amantes do género em questão. Ao longo dos anos foram-nos brindando com grandes álbuns e tornaram-se inevitavelmente num dos maiores fenómenos deste género músical. A capacidade de imprimirem sentimentos, maioritariamente melancólicos, nos seus temas é sem dúvida extraordinária e sinal de destaque numa banda que já conta com 8 álbuns de estúdio e ainda registos ao vivo e Ep´s.
"Night Is The New Day" é o novo albúm dos Katatonia à muito aguardado e pode-se dizer que mais uma vez o quarteto sueco não desiludiu como também levou a banda para outro "patamar" e Mike Akerfeldt, vocalista dos Opeth, apelida-o de obra-prima. Mantendo o característico Doom/Melancholic Metal os Katatonia souberam injectar a dose correcta de metal progressivo para fazerem algo diferente e ainda assim soar a Katatonia. "Forsaker", primeiro tema do álbum, apresenta-nos uns Katatonia á imagem do "The Great Cold Distance" podendo esta faixa estar perfeitamente incluída no registo de 2006 pela maneira como se desenrola ao longo dos 4 minutos de duração. "The Longest Year", é o tema que se segue. Mais lento e calmo, merece especial destaque pois inicia a vertente mais progressiva deste registo e da banda. Algo que vai crescendo ao longo de todo o álbum sendo cada vez mais notória. Destaque ainda para os temas "Idle Blood" que conta com a participação especial de Mike Akerfeldt e mostra-nos o possível resultado do que seria uma união entre os Katatonia e os Opeth, "Nephilim", "New Night", "Day and then the Shade" e "Departer". Ao longo de 11 temas viajamos por um mundo mergulhado na escuridão em que a melancolia é a regra.
Como o registo é recente e conta com poucas execuções (deste lado) é díficil descrevê-lo porque é sem dúvida um álbum para se descobrir ouvindo várias vezes. Uma coisa é certa, "Night Is The New Day" é um bom sucessor de "The Great Cold Distance". Por nos apresentar os Katatonia numa vertente mais progressiva e diferente daquilo que estamos habituados, a ouvir por parte destes suecos, não vai "entrar" á primeira, mas como diria Fernando Pessoa, "Primeiro estranha-se, depois entranha-se". Mais um grande álbum a figurar no corrente ano de 2009 e é disco do mês de Novembro por aqui.
Ouçam-no e contem-nos as vossas opiniões ;)
Katatonia - "Night Is The New Day" 2009
1.Forsaker
2.The Longest Year
3.Idle Blood
4.Onward Into Battle
5.Liberation
6.The Promise of Deceit
7.Nephilim
8.New Night
9.Inheritance
10.Day and Then the Shade
11.Departer
sábado, 24 de outubro de 2009
Progressive Nation Tour 2009 - Palácio de Cristal, Porto - Review
Passavam poucos minutos das 19:00 horas quando, e como previsto, os Unexpect subiram ao palco. Desde cedo a má acústica do Palácio de Cristal se fez sentir e os Unexpect enfrentaram problemas de som durante todo o concerto. As guitarras e o baixo foram praticamente inaudíveis ao longo da actuação destes canadianos e pormenores técnicos, característicos do avant-garde, passaram despercebidos á maioria da plateia que se ia aglomerando em frente ao palco. Assim, os Unexpect acabaram por passar de forma indiferente pela maioria do público.
Os Bigelf foram a banda que se seguiu estreando-se por território luso. Centrando-se no seu mais recente registo, Cheat The Gallows brindaram os presentes com o seu rock psicadélico "á moda antiga". Temas como Money, It's Pure Evil, The Evils Of Rock & Roll e Hydra, entre outros, e a boa disposição e interacção do vocalista Damon Fox com a plateia foram aspectos positivos na actuação dos Bigelf. Durante o concerto destes norte-americanos a má acústica do Palácio de Cristal foi reduzida e a qualidade do som foi melhorada, tornando-se mais limpa e notável, algo que acabou por ser crucial durante o resto da noite.
Os Opeth, uma das bandas mais aguardadas da noite, foram os senhores que se seguiram. Perante uma plateia ,que a atingia quase a lotação máxima, a gritar "Opeth", Mike Åkerfeldt e companhia subiram ao palco por volta das 20:30 e durante de apenas 60 minutos de actuação, demonstraram o porquê de serem considerados uma das grandes e mais influentes bandas do metal progressivo actual. Heir Apparent dá início a uma bela actuação e a empatia e o ambiente desde logo criados são fantásticos. O sr. Åkerfeldt apresentou-se, como é habitual, muito bem disposto e interactivo com o público, chegando a referir com tristeza o facto do Hard Club ser agora um restaurante e como ele próprio disse um restaurante que "serve comida merdosa" (pena ninguém o ter avisado de que um novo Hard Club está prestes a abrir e que os Opeth são sempre bem-vindos ;) ). Mike Åkerfeldt confessou ainda que sentiu saudades do Porto e como os Opeth fizeram mal em não terem tocado na cidade portuense nestes quase três anos que se passaram desde o concerto no Hard Club em 2006. O público, claro está, concordou com estas sábias palavras. Reverie/Harlequin Forest, The Lotus Eater, Windowpane, Deliverance e Hex Omega foram os temas que completaram um set curto mas intenso. Os Opeth abandonaram o palco sob uma tempestade de aplausos. Foi bom, mas soube a pouco e os fãs nacionais de Opeth continuam a pedir um concerto em nome próprio e com um set mais alargado.
Os Dream Theater eram a banda mais aguardada da noite e foram os últimos a subir ao palco para dar continuidada a uma noite, na qual o balanço já era positivo. Por volta das 22:00 horas o ínicio de A Nightmare to Remember, tema do mais recente álbum Black Clouds & Silver Linings, faz-se ouvir e ao som do primeiro riff o pano preto cai e eis James LaBrie e companhia, os mestres do metal progressivo actual, e logo de imediato a magia criada é sentida e vivida. The Mirror e Lie foram os temas que se seguiram antes de Jordan Rudess, teclista, fazer um solo de teclado que daria ínicio á Prophets of War. A qualidade técnica destes senhores é sem dúvida extraordinária e em todos os instrumentos denotam-se promenores técnicos incríveis, por isso tão depressa estamos a olhar para solos incríveis do Petrucci como a seguir já estamos a "pasmar" nas linhas de baixo de John Myung ou a tentar encontrar Mike Portnoy por detrás da gigante bateria para tentar seguir os seus movimentos. Wither, The Dance of Eternity, Sacrificed Sons, In the Name of God foram os temas que se seguiram. A banda abandonou o palco e voltaria para o encore, no qual figurou o tema The Count of Tuscany. Os Dream Theater, 4 meses depois de terem tocado em Lisboa, voltam-se a despedir de Portugal sob fortes aplausos.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
EVERGREEN TERRACE
Boas pessoal. Queria começar por pedir desculpas pela inactividade que o blog tem tido, mas com as férias e com o começo/regresso á universidade descuida-mo-nos aqui do "tasco".
Para este regresso trago-vos os "Evergreen Terrace", um nome que deve de ser conhecido para quem anda a par da cena Punk/Hardcore e que tem vindo a ganhar nome ao longo dos últimos anos.
Oriundos da Florida, E.U.A., e formados em 1999 estes 5 norte-americanos a cada álbum que lançam presenteiam-nos com boas doses do melhor Punk/Hardcore melódico que se pode encontrar nos dias que correm. Contando com 5 álbuns de estúdio já andaram em tour ao lado de nomes como Every Time I Die, Rise, As I Lay Dying, Hatebreed, Gwar, entre muitos outros.
Não há muito para dizer visto que todas as tentativas de descrição das suas músicas acabam sempre numa palavra: brutalidade. O que mais se destaca nestes senhores é sem dúvida a combinação dos riffs melódicos com as vozes de Andrew Carey e Craig Chaney que encaixam de uma maneira extremamente agradável e é isso que os marca e diferencia de outras tantas bandas do género.
Os Evergreen Terrace são a típica banda que se ouve e só se apetece "moshar", e que bom exemplo disso são. ;)
Fiquem com os últimos dois registos destes norte-americanos.
"Wolfbiker" (2007)
01. Bad Energy Troll
02. High Tide or No Tide
03. Wolfbiker
04. Chaney Cant Quite Riff Like Helmets Page Ham
05. Where There is Fire We Will Carry Gasoline
06. Rip This!
07. Starter
08. To the First Baptist Church of Jacksonville
09. Rolling Thunder Mental Illness
10. The Damned
"Almost Home" (2009)
01. Enemy Sex
02. Almost Home (III)
03. God Rocky, Is This Your Face?
04. Were Always Losing Blood
05. Sending Signals
06. Mario Speedwagon
07. Failure To Operate
08. Hopelessly Hopeless
09. The Letdown
10. Im A Bulletproof Tiger
11. Not Good Enough
(pass: www.mediaportal.ru)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
CONFIRMADO CARALHO!!! FINALMENTE!!!

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+ CIRCLE
+ KEELHAUL
@ Teatro Sá da Bandeira
Dia 29 de Novembro
Obrigado! Mil vezes obrigado! Leiam tudo aqui e aqui.
terça-feira, 1 de setembro de 2009
sábado, 29 de agosto de 2009
RISE OF DAY

Rise Of Day é um projecto musical hungaro unicamente composto por Ákos Szilágyi e "Go alone on a field on the other side of the Earth, towards a new beginning" o primeiro registo em formato de EP disponibilizado via myspace para download gratuito.
Vale a pena.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
IREPRESS - Sol Eye Sea I

Para qualquer amante de Música (sim, com M grande!), Irepress é amor à primeira “vista”. Isto porque este não é apenas mais um grupinho de tipos tecnicistas a debitar mil notas por segundo e que a crítica nos quer impingir sob a categoria de prog-qualquer coisa.
Se ecletismo for a palavra de ordem da vossa playlist então não podem perder isto por nada deste mundo… pois estes senhores transportam consigo alguns dos melhores exemplos do que tem sido feito em campos musicais diversos desde o post-rock mais atmosférico, passando pela beleza técnica do math-rock até ao poder ultrasónico do sludge mais directo. As primeiras audições certamente deixarão no ar lembranças de uns Red Sparowes meio misturados com Pelican ou Isis mas após a poeira assentar apercebemo-nos de muito mais. “Sol Eye Sea I”, segundo registo do colectivo, sucessor de Samus Octology de 2005, é um disco musicalmente gigantesco e imprevisível no qual a toada progressiva não se traduz numa maneira de fazer algo mas antes na desculpa para justificar uma amálgama tão bem cozinhada que seriamos capazes de a degustar de olhos fechados. Ao longo dos nove temas que compõem este álbum temos momentos de headbanging de fazer inveja às bandas mais “trves” que aí andam, melodias, crescendos e delays que fazem salivar qualquer “prog-maniac”, distorção debitada numa muralha de som que colocaria muita banda sludge de boca aberta e ainda temos tempo para embarcar em delírios electrónicos extremamente bem conseguidos e psicadélicos.
As vocalizações, embora pontuais, são cuidadas e revelam a versatilidade esperada consoante o caminho que vai sendo ditado.
Irepress é um autêntico tesouro de genialidade e desengane-se quem gostaria de pensar que “Sol Eye Sea I” é uma exploração sonora na tentativa de encontrar uma rota de navegação. Estes senhores estão definitivamente à deriva e é isso que os torna tão especiais. Um dos discos do ano (senão o!) e absolutamente obrigatório.
"Sol Eye Sea I"(2009)

1 Diaspora
2 Rhintu
3 Barrageo
4 Daniel sen
5 Cyette Phiur
6 Fletchie
7 Adeluge
8 Billy
9 Entanglement
more...
terça-feira, 11 de agosto de 2009
Vagos Open Air - 7 e 8 de Agosto - Review
Primeiro dia (7 de Agosto)
Passava pouco tempo das 15:00 horas quando as portas do recinto abriram e os presentes foram entrando lentamente. O tempo estava bom e estava tudo a postos para dar início á primeira noite.
A primeira actuação estava marcada para as 16:30 e coube aos nacionais F.E.V.E.R. fazer as honras da casa e iniciar o festival. Perante uma plateia algo despida estes subiram ao palco à hora marcada e durante cerca de 30 minutos descarregaram o seu rock/metal industrial com o vocalista, Fernando Matias, a assumir uma presença bastante activa em palco, mas no entanto faltou algo á actuação destes senhores, e o concerto acabou por passar com alguma indiferença aos presentes.
Os Process of Guilt foram a banda que se seguiu e subiram ao palco do Vagos Open Air por volta das 17:15 perante uma plateia superior. Contando com o pouco tempo de actuação disponível, apenas 30 minutos também, os nacionais experientes em Doom Metal, centraram-se no recente álbum intitulado “Erosion”. Criando um ambiente pesado bem ao gosto do doom, os Process of Guilt deram mais um grande concerto para juntar ao seu reportório e arrancaram aplausos merecidos do público. Mais uma vez, é de notar a potente e aterrorizadora voz do vocalista Hugo Santos, louvando também os restantes membros pelo grande concerto concebido e trabalho desenvolvido. Sem dúvida que os Process of Guilt são uma as melhores bandas de metal nacional da actualidade e têm potencial para ir muito longe. Prova disso foi o concerto dado.
Os espanhóis Kathaarsys foram os terceiros a subir ao palco por volta das 18:15, dispondo também de 30 minutos de actuação. Apresentando o seu último trabalho, “Anonymous Ballad”, presentearam-nos com o seu progressive black metal muito tecnicista de uma qualidade surpreendente que deixou muitos presentes de “boca aberta”. Devido aos 30 minutos disponíveis os Kathaarsys, em alguns casos, não tocaram músicas na íntegra visto os seus temas serem de longa duração, optando assim por tocar apenas metade. Foram, sem dúvida, a banda que mais surpreendeu na primeira noite. Sendo totalmente desconhecidos pela maior parte da plateia conseguiram certamente novos fãs e os aplausos arrancados foram mais do que merecidos. Os Kathaarsys souberam desempenhar o seu papel e aqueceram a plateia, agora bem composta, que já aguardava ansiosamente pela banda que se seguia.
Por volta das 19:20 subiram ao palco os holandeses Epica e sendo estes uma das principais atracções da noite dispuseram de cerca de 75 minutos de actuação. A intro “Indigo”, do último álbum “The Divine Conspiracy”, fez se ouvir e os holandeses foram entrando em palco para dar início ao segundo tema do mesmo álbum, “The Obsessive Devotion”, e a consequente entrada da bela Simone Simons que arrancou muitos aplausos. Apresentando-se muito bem-dispostos, estes mestres do Symphonic Power Metal souberam animar uma plateia que atingia o seu pico na primeira noite, dando um bom concerto que arrancou muitos aplausos dos presentes, até mesmo aqueles à qual a banda holandesa passa com indiferença. Fizeram se ouvir também os temas “Imperial March”, “Quietus”, “Cry for the Moon”, “Consign to Oblivion”, “Solitary Ground”, ate mesmo uma cover do Star Wars, entre muitos outros. Os Epica assinaram assim uma das melhores actuações da primeira noite.
Os suecos Katatonia eram outra das principais atracções da primeira noite e passavam escassos minutos das 21:00 horas quando estes iniciaram o seu concerto. “Leaders” abriu e os Katatonia descarregaram durante cerca de 90 minutos o seu Doom/Progressive/Melancholic Metal que deliciou os presentes. Passando pelos quatro últimos álbuns fizeram-se ouvir os temas “ Soil´s Song”, “For My Demons”, “Teargas”, “Criminals”, “Evidence”, “Ghost of the Sun”, “My Twin”, “Consternation”, “July”, entre muitos outros. Ao contrário dos últimos concertos dados em terras lusas em 2007, Jonas Renske apresentou-se muito mas comunicativo com o público o que culminou num grande concerto. Conhecida a capacidade destes suecos em descrever sentimentos e melancolia e criar melodias extaseantes, os Katatonia criaram uma empatia fantástica com o público e deram um dos melhores concertos da primeira noite juntamente com os Epica que não lhes ficaram atrás
.
Os The Gathering foram os cabeças de cartaz do primeiro dia e tal como os Katatonia também eles dispuseram de cerca de 90 minutos de actuação. A saída de Anneke van Giersbergen em 2007 e a consequente entrada de Silje Wergeland em Março deste ano estava ainda na memória dos fãs que aguardavam o concerto e a nova vocalista com curiosidade, mas ao mesmo tempo com precaução. A banda dos irmãos Rutten iniciou a sua actuação por volta das 23:00 horas apresentando o seu último álbum “The West Pole”. “When Trust Becomes Sound” deu ínico ao metal progressivo dos The Gathering que contagiou os fãs da banda, mas não foi suficientemente contagiante para prender a restante plateia que ia diminuindo á medida que estes avançavam pela setlist. Silje Wergeland apresentou-se sorridente e muito afinadinha e provou ser uma boa substituta de Anneke. “All You Are”, “The West Pole”, “Saturnine”, “Travel” e “Leaves” foram algumas das músicas ouvidas e que encerraram a primeira noite.
Os The Gathering deram um bom concerto mas não ao nível dos Epica e Katatonia que se destacaram com dois grandes concertos no primeiro dia.
Segundo dia (8 de Agosto)
As portas voltaram a abrir por volta das 15:00 e uma vez mais não houve grande pressa em entrar. O calor fazia-se sentir no Calvão e estava tudo a postos para mais um dia de boa música.
Os portugueses Echidna subiram ao palco pelas 16:30 e durante 30 minutos descarregaram o seu Death Metal. Embora tenham sido a primeira banda a actuar tiveram uma plateia bem composta e foram os primeiros a fazer levantar poeira com os primeiros circles e moshs pits do dia. Apresentando temas do único trabalho “Insidious Awakening”, os Echidna apresentaram-se com muita garra e força em palco e souberam fazer o papel que lhes cabia, iniciando um dia que ainda estava longe de acabar.
A última banda nacional a pisar o palco do Vagos Open Air foram Thee Orakle. O colectivo veio apresentar o recente álbum intitulado “Metaphortime” e subiu ao palco por volta das 17:15 dispondo de 30 minutos de actuação. O concerto ficou marcado pelo problema de som quanto á voz do vocalista Pedro Silva que estava cortada não se ouvindo no recinto. O problema foi resolvido antes da primeira música acabar e quando finalmente se fez ouvir a sua voz o contentamento desabrochou em aplausos. Os Thee Orakle conseguiram colocar grande parte da plateia em headbang mas no entanto foi um dos concertos mais fracos de todo o festival.
A terceira banda a subir ao palco no segundo dia do Vagos Open Air foram os Dawn of Tears, oriundos de Madrid, Espanha. Mais uma vez o concerto começou à hora marcada e as 17:15 os espanhóis já pisavam o palco vestidos a rigor e de cara pintada prontos para mostrar o seu Death Metal. Mais uma vez a voz do vocalista estava cortada e não se ouvia no recinto, algo que quando resolvido desencadeou uma vaga de aplausos. Mais uma vez a terceira banda do dia surpreendeu os presentes e conquistaram certamente novos fãs. Os Dawn of Tears apresentaram temas do álbum “Descent” bem como temas do recente EP “Dark Chamber Litanies”. Despediram-se sob fortes aplausos.
Os Cynic iniciram o seu concerto às 19:15 e dispuseram de tempo suficiente para tocaram quase os dois álbuns, “Focus” e “Traced in Air”, na íntegra. As expectativas eram altas e os Cynic não as deitaram por terra. Praticando um Progressive Metal muito técnico deram um concerto íntimo e bastante sentimental, embora num recinto aberto, que satisfez os seus fãs e surpreendeu ainda alguns que não conheciam a banda californiana. Temas como “Evolutionary Sleeper”, “Integral Birth”, “Nunc Stans”, “Adam´s Murmur”, entre muitos outros fizeram com que o concerto dos Cynic fosse uma das grandes actuações de todo o festival.
Uma das bandas mais aguardadas da segunda noite eram os suecos Dark Tranquillity que subiram ao palco por volta das 21:00 horas. A última vez que actuaram por terras nacionais foi em 2001 e por isso eram muitos aqueles que os queriam ver e/ou rever. Praticando o seu death metal melódico os Dark Tranquillity foram mais uma banda que assinaram uma grande actuação no Vagos Open Air, com uma excelente prestação em palco e com o vocalista Stanne bastante activo, que chegou a cantar junto as grades e colocou uma rapariga da plateia a interpretar as vocalizações femininas do tema “The Mundane and The Magic”. “Focus Shift”, “The Treason Wall”, “Lost to Apathy”, “The Lesser Faith”, “Lethe”, “The Wonders At Your Feet”, “Final Resistance”, “Inside The Praticle Storm”, “Dreamlord Degenerate”, “Terminus (Where Death Is Most Alive)”, “Misery´s Crown”, “There In”, “Punish My Heaven”, “Free Card” e “My Negation” foram os restantes temas interpretados. Mais um excelente concerto que entrou directamente para lista das melhores actuações do Vagos Open Air.
A última banda a pisar o palco do Vagos Open Air foram os suecos Amon Amarth, uma das bandas mais aguardadas de todo o festival. Por volta das 23:00 horas fez-se ouvir uma Intro seguida do tema “Twilight of the Thunder God”. Praticando o seu típico Viking Metal os Amon Amarth foram outra das bandas que não desiludiu e presenteou uma casa cheia, ou muitíssimo perto disso, com mais um excelente concerto. Bem animados, os suecos, apresentaram ainda os temas “Free Will Sacrifice”, “Versus The World”, “Asator”, “Varyags of Miklagaard”, “Runes to My Memory”, “Guardians Of Asgaard”, “Live For The Kill”, “Fate Of Norns”, “Under The Northern Star”, “Valhall Awaits Me”, “Victorious March”, “Pursuit Of Vikings”, “Cry Of The Blackbirds” e “Death In Fire”. Johan Hegg, vocalista, esteve sempre muito comunicativo com o público dizendo várias vezes “Obrigado Portugal…hahaha” e ate mesmo num dos casos a dizer "vamos lá caralho!!!!". Os Amon Amarth encerraram assim a primeira edição do Vagos Open Air com o melhor concerto de todo o festival que agradou a “gregos” e a “troianos”, não tendo desiludido ninguém. Despediram-se sob uma tempestade de aplausos.
A primeira edição do Vagos ficou marcada por belas actuações de várias bandas e já se espera pela próxima edição. Pede-se apenas melhores infra-estruturas a nível de casas de banho, algo de que os festivaleiros se queixaram frequentemente.
quinta-feira, 6 de agosto de 2009
A caminho do Calvão!

Rumamos hoje de manhã a caminho do Calvão com um misto de entusiasmo e grande expectativa para aquele que se quer afirmar como "o festival de referência no metal em Portugal". Os nomes mais sonantes por estes lados serão no primeiro dia os nacionais Process Of Guilt dos quais esperamos uma setlist mais voltada para o seu último grande registo "Erosion" e os suecos Katatonia (acreditamos na possibilidade de tocarem temas do novo álbum "Night Is The New Day").
Se por acaso estiverem por lá avisem para malta beber um copo. Até lá, no Vagos ou em qualquer outro lado aproveitem o tempo o melhor que puderem. Voltamos para a semana com a respectiva review! Cheers e \w/
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
domingo, 2 de agosto de 2009
O esperado regresso de... Katatonia

Três anos depois, "Night Is The New Day" é o nome concedido ao registo sucessor do divinal "The Great Cold Distance" que será editado a 19 de Outubro deste ano pela Peaceville Records. Nada menos se espera do que mais um álbum repleto de canções arrebatadoras como aquelas a que estes suecos já nos habituaram.
Relembramos, igualmente, que os Katatonia actuam em solo luso a 7 de Agosto integrados no lote de bandas do primeiro dia do cartaz Vagos Open Air. Com alguma sorte ainda podemos esperar a apresentação de novos temas. =)
Mais informações aqui.
sábado, 1 de agosto de 2009
SLEEP - Sleep's Holy Mountain

O que torna o vulgarmente conhecido por apenas "Holy Mountain" um álbum incontornável a qualquer fã de stoner-doom rock não é unicamente o facto de a crítica nomear este colectivo como os últimos legítimos escribas do pergaminho do género e, também, não só pela influência que viriam a ter perante futuros projectos. Se actualmente Al Cisneros, Chris Hakius e Matt Pike continuam a surpreender com OM e High On Fire é tão somente por isto: um clássico indiscutível que guardam na algibeira. Um clássico composto noutros tempos quando Black Sabbath era ainda (a par da erva e das cervejas!) o denominador comum entre todos. Mas é sobretudo um clássico porque por muito que se tente e por mais que se deseje já não se fazem álbuns assim.
Relembrando...
"Sleep's Holy Mountain"(1993)
01 Dragonaut
02 The druid
03 Evil gypsy / Solomon's theme
04 Some grass
05 Aquarian
06 Holy mountain
07 Inside the sun
08 From beyond
09 Rain's baptism
more...
